terça-feira, 14 de novembro de 2017

Um ciclo ou um círculo

Dia 25 de Agosto de 2016, podia ser um dia como qualquer outro, uma quinta-feira que já cheira a fim e a novos começos.
Podia ser uma pausa no fôlego que se guarda para que no dia seguinte tenhamos toda a energia para voar no fim-de-semana.
Podia ser tanta coisa ou mesmo nada, apenas passagem. Mas não! Em viagem para o sul, já noite, com uma certeza apenas nas mãos: esta viagem encerra o último capítulo de um livro que me acompanhou durante muito tempo.
Demasiado?
Questões recorrentes para muita gente: poderia ser menos; fiz o suficiente; fui demasiado dura?
E chego a um estado em que a compaixão ficou um metro lá atrás.
Pena tenho do que se perdeu, do que poderia ter sido, do tempo que afinal deu frutos já secos e apodrecidos.
Pena da condição de ser humano que, afinal, não se revelou ou, por outro lado, caiu algures na estrada e não houve preocupação de apanhar e compor.
Vejo isto muitas vezes, mas nunca vi durante tanto tempo e depois de 3 anos, pouco calendário sim, mas todos os 365 dias de cada ano rasgados, acaba o tempo e o resto.
Hoje escrevo isto como mnemónica e faço um algoritmo das emoções porque a matemática nunca me enganou.
E fico-me por aqui com o distanciamento que me obriga esta condição de voluntária.
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[Quando o Jorge me desapontou mais do que eu consegui relativizar, escrevi isto como memória futura.
Para quando eu sentir de novo poder ler e deixar de ter esperança]

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